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Escritores Brasileiros do Pré-Modernismo
Euclides da Cunha (1866-1909)

Euclides da Cunha trabalhou como repórter, historiador, engenheiro, escritor e sociólogo. Estudou nos melhores colégios e entrou para a Escola Militar da Praia Vermelha. Após um incidente com sua espada e o Ministro de Guerra Tomás Coelho, Euclides acabou saindo do Exército, mas retornou ao órgão militar após a Proclamação da República.

Entrou para a Escola Superior de Guerra, de onde saiu em 1891, e começou a dar aula na Escola Militar. Quando surgiram os primeiros problemas na cidade de Canudos, em 1897, ele escreveu alguns artigos sobre o assunto.

Contratado pelo estado de São Paulo, ele foi até Canudos para verificar informações sobre o conflito. Ele saiu da cidade antes do fim da guerra, mas suas anotações fizeram surgir o livro “Os Sertões: Campanha de Canudos” (1907), sua obra mais conhecida e que o levou para a Academia Brasileira de Letras. Outras obras do autor são “Contrastes e Confrontos” (1907), "À Margem da História” (1909) e "Peru Versus Bolívia” (1907). Faleceu ao tentar matar o amante de sua esposa.

Lima Barreto (1881-1922)


Escritor mulato que nasceu no Rio de Janeiro e perdeu a mãe ainda muito cedo. Cursou Ciências e Letras. Trabalhou no funcionalismo público e escreveu textos para jornais. Seu primeiro romance foi “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, em 1909. Tinha características realistas e criticava o Rio de Janeiro daquela época e os casos de preconceito que aconteciam na cidade.

Era incompreendido pelos autores de sua época, pelos jornais e editoras. Justamente por isso, uma parte de suas obras foi lançada após sua morte. Seu livro mais importante foi o “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, primeiramente lançado como folhetim. Não conseguiu ingressar na Academia Brasileira de Letras e morreu em 1922, com apenas 41 anos, em decorrência do alcoolismo.

Principais obras


-Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909);
-Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915);
-Clara dos Anjos (1948);
-Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919);
-Cemitério dos Vivos (1920).

Monteiro Lobato (1882-1948)


Filho de fazendeiro, Monteiro Lobato nasceu na cidade de Taubaté, em um sítio, e se tornou um dos maiores escritores de histórias infantis. Na adolescência, foi para São Paulo, estudar no Instituto de Ciências e Letras. Foi o primeiro a editar livros no Brasil; anteriormente, as obras eram editadas em Portugal.

Como tinha talento para o desenho, começou a trabalhar como desenhista e ingressou na Faculdade do Largo de São Francisco a fim de estudar Direito. Formou-se em Direito, em 1904, e retornou para sua cidade natal onde trabalhou como promotor. Morou por um longo período no interior de São Paulo e escrevia textos e crônicas para jornais do Estado.

Seus primeiros livros foram “Urupês”, quando surgiu o personagem Jeca Tatu, e “Negrinha”. Em 1917, publicou o artigo “Paranoia ou Mistificação” e nele fez uma crítica a uma exposição de Anita Malfatti. A crítica que Monteiro Lobato fazia aos escritores da época era a influência que eles sofriam dos movimentos futuristas, cubistas e surrealistas da época.

Algumas de suas obras são: “O Choque das Raças”, “A Barca de Gleyre”, “O Presidente Negro” e o “Escândalo do Petróleo”. Dentre as obras infantis, destacam-se: A Menina do Nariz Arrebitado, Fábulas do Marquês de Rabicó, Reinações de Narizinho, Memórias da Emília, O Pica-Pau Amarelo e As Caçadas de Pedrinho. Criou personagens marcantes como a boneca Emília, Pedrinho, Narizinho, a Cuca e o Saci Pererê. Lutava pelo direito de extração de petróleo por empresas da propriedade privada. Faleceu vítima de um derrame.

Escritores pré-modernistas.Graça Aranha (1868-1931)

Escritor que nasceu em São Luís do Maranhão, em uma família rica que o ajudou nos estudos. Graduou-se em Direito na cidade de Recife. Trabalhou como Juiz de Direito no Rio de Janeiro e também trabalhou no Espírito Santo. Sua principal obra é “Canaã” (1902), que fez muito sucesso naquele período e uma das obras representantes da escola simbolista brasileira. Conta a história de uma colônia de imigrantes no Espírito Santo.

Ajudou a fundar a Academia Brasileira de Letras, quando ainda não havia escrito nenhuma obra. Foi um choque para todos quando esse autor começou a produção de textos de cunho modernistas. Tornou-se diplomata, viajando para vários países. Também participou da Semana de Arte Moderna.

Principais Obras


-Malazarte (1911);
-A Estética da Vida (1921);
-Espírito Moderno (1925);
-A Viagem Maravilhosa (1929);
-O Manifesto dos Mundos Sociais (1935).