Augusto dos Anjos (1884-1914)

Um dos principais poetas brasileiros, que possui características como pessimismo e solidão. Augusto dos Anjos nasceu na cidade de Pau d'Arco, na Paraíba. Começou a faculdade de Direito, em 1903, e casou-se em 1910. Trabalhou com magistério no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Morreu na cidade de Leopoldina, em Minas Gerais, devido uma pneumonia.

Grande parte de suas obras se encontram no livro "Eu", que havia sido lançado em 1912. Seu livro está entre os movimentos literários parnasianistas e simbolistas. Após sua morte, foi lançado o livro "Eu e outros Poemas".

Manuel Bandeira (1886-1968)

Poeta, crítico literário e professor de literatura, Manuel Bandeira divulgou seu primeiro poema na abertura da Semana de Arte Moderna de 1922. Natural de Recife, em Pernambuco, ele foi morar com sua família na cidade do Rio de Janeiro e, em 1904, começou a estudar Arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo. Teve problemas com tuberculose e passou um período em Campos do Jordão, em São Paulo, e na Suíça. Morreu aos 82 anos, no Rio de Janeiro.

Suas poesias são muito admiradas e estudadas até os dias de hoje. Com um estilo mais lírico, esse poeta trabalhava com temas cotidianos. Foi convidado a participar da Semana de Arte Moderna; porém, não compareceu, mas enviou um poema para ser lido no evento. Antes disso, em 1916, lança o livro “A Cinza das Horas”. Já em 1936, é lançado o livro "Homenagem a Manuel Bandeira" para comemorar os cinquenta anos do poeta. Tomou posse na Academia Brasileira de Letras em 1940.

Versos Íntimos O Bicho
 Augusto dos Anjos Manuel Bandeira

“Vês?! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de tua última quimera.

Somente a Ingratidão – esta pantera- Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!

O Homem, que, nesta terra miserável,

Mora, entre feras, sente inevitável

Necessidade de também ser fera (...)"

“Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos 

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.”

Oswald de Andrade (1890-1954)

O escritor José Oswald de Souza Andrade nasceu em uma família rica da cidade de São Paulo e entrou para a Faculdade de Direito em 1909. Fundou um semanário denominado “O Pirralho”, em 1911, e publicou suas primeiras obras nele. Criou o jornal Papel e Tinta e com seus amigos, Mário de Andrade e Anita Malfatti, organizou a Semana de Arte Moderna de 1922.

A partir de 1924, lançou o movimento Pau-Brasil e em 1926, casou-se com a pintora Tarsila do Amaral. Os dois eram considerados representantes da cultura brasileira. Lançou o ''Manifesto Antropofágico”, onde sugeria que o Brasil tivesse uma cultura revolucionária. Após 1929, ele perdeu grande parte do seu dinheiro, separou-se de Tarsila do Amaral e casou-se com a militante Patrícia Galvão. Posteriormente, casou-se com Julieta Bárbara e Maria Antonieta D'Aikmin. Lançou também o romance Serafim Ponte Grande (1933) e morreu aos 64 anos.

Mário de Andrade (1893-1945)

Um dos precursores do Modernismo, Mário de Andrade veio de uma família rica de São Paulo e foi aluno e professor no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Trabalhou também como crítico de jornais e revistas e seu primeiro livro foi lançado em 1907. Ajudou na organização da Semana de Arte em 1922 e foi vaiado no evento.

Em 1927, lançou o romance "Amar, Verbo Intransitivo", em que apresentava as famílias paulistanas. Já em 1928, lançou uma de suas obras mais conhecidas, “Macunaíma”, onde retratava assuntos como colonização do Brasil e lendas indígenas. Na área musical, lançou o "Ensaio sobre a Música Brasileira" e influenciou muitos cantores. Morreu após um ataque cardíaco, aos 51 anos.

Ode ao Burguês

 

 

Pronominais Ode ao Burguês
Oswald de Andrade Mário de Andrade

"Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro."

“Eu insulto o burguês!O burguês-níquel

o burguês-burguês!

A digestão bem-feita de São Paulo!

O homem-curva! O homem-nádegas!

O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,

é sempre um cauteloso pouco a pouco! (...)"

Cecília Meireles (1901-1964)

Cecília Meireles nasceu no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde foi criada pela sua avó após a morte de seus pais. A partir de 1917 passou a exercer o magistério e lançou seu primeiro livro “Espectro” dois anos depois. Casou-se em 1922 e lançou os livros “Nunca mais ..." e "Poema dos Poemas” e “Baladas para El-Rei”.

Foi responsável por manter a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, em 1934, e no ano seguinte, casou-se novamente após o suicídio de seu marido. Trabalhou em alguns jornais e lançou algumas obras em Portugal. Aposentou-se em 1951 e recebeu diversos prêmios no Brasil e no mundo. Faleceu em 1964 e em 1989, o Governo Federal lançou uma nota de cruzados novos com a imagem da escritora.

Nem tudo é fácil

Cecília Meireles

"É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.

É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada

É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.

É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.

É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.

É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.

É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas...

É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?

Se alguém errou com você, perdoa-o...

É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga...

É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar

alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça...

É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o...

É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível

Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!"

Mário Quintana (1906-1994)

Mário Quintana nasceu na cidade de Alegrete, no Rio Grande do Sul e depois passou a viver em Porto Alegre, onde escreveu seus primeiros textos. Trabalhou por muito tempo como jornalista e sua poesia é tida como algo irônico e profundo. O primeiro livro de poesias lançado por ele foi “A Rua dos Cataventos”. Em 1966, foi lançado o livro sua “Antologia Poética” (seleção das obras do poeta).

Recebeu várias premiações como o prêmio Machado de Assis e da Academia Brasileira de Letras. Não casou, nem teve filhos e procurava viver em hotéis. Ele nunca conseguiu entrar para a Academia Brasileira de Letras e faleceu em 1994, na capital gaúcha.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Poeta e cronista brasileiro que nasceu na cidade de Itabira, em Minas Gerais, e mudou-se em 1918 para o Rio de Janeiro. Formou-se em Farmácia e criou “A Revista” com o intuito de divulgar o modernismo no país, pois suas obras tinham a características parecidas com esse período, utilizando versos livres e temáticas cotidianas.

Casou-se e formou-se em Farmácia na cidade de Ouro Preto sem nunca ter exercido a profissão. Nos anos seguintes, trabalhou como professor e redator em um jornal. Lançou seu primeiro livro em 1930, chamado “Alguma Poesia”. Nos anos seguintes, lançou livros como “Confissões de Minas”, “Sentimento do Mundo” e “Brejo das Almas”.

Trabalhou no funcionalismo público, retornou para as redações e exerceu função no Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPHAN). Lança mais livros: “Antologia Poética”, “Rio de Janeiro em Prosa e Verso”, “Lição de Coisas”, “Obra Completa, dentre diversas obras lançadas não só no Brasil como em países como EUA, Alemanha, Argentina e Portugal. Os principais assuntos tratados são a família, os amigos, a terra natal, o amor e a existência. Faleceu em 1987, após passar por problemas cardíacos.

Mãe Quadrilha
Mário Quintana Carlos Drummond de Andrade

"Mãe... São três letras apenas

As desse nome bendito:

Também o Céu tem três letras...

E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,

Todo o bem que se disse Nunca há de ser tão grande

Como o bem que ela nos quer...

Palavra tão pequenina, Bem sabem os lábios meus

Que és do tamanho do Céu

E apenas menor que Deus!"

"João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história."

Vinícius de Moraes (1913-1980)

Esse brasileiro poeta e compositor era um boêmio que casou-se várias vezes e foi autor de diversas obras para a literatura, a música e o cinema. Nasceu no Rio de Janeiro e já demonstrava, na infância, seu interesse por música e poesia. Em 1933, formou-se na Faculdade de Direito do Catete. Anos depois, ganhou uma bolsa e foi estudar na Universidade de Oxford. É um poeta muito conhecido por seus sonetos.

Quando voltou ao Brasil, trabalhou como crítico em jornais e em 1943, passou no concurso público do Ministério de Relações Exteriores e três anos mais tarde, se tornou cônsul nos Estados Unidos. Retornou ao Brasil na década de 50 e se tornou amigo do cantor e compositor Sérgio Buarque de Holanda.

Na ditadura militar, foi aposentado do cargo de diplomata e lançou, em 1956, a peça “Orfeu da Conceição”. Estabeleceu parceria com o cantor Tom Jobim e teve suas músicas gravadas por outros artistas. No lado da poesia, seu primeiro livro foi lançado em 1933, com o nome de “O Caminho para a Distância”. Lançou, ainda, diversos livros de romance e poesias, além das diversas canções e parcerias com artistas.

Soneto de Fidelidade

Vinícius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

 

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento

 

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Castro Alves (1847-1871)

Castro Alves é considerado um dos maiores poetas brasileiros e retratava temas como liberdade, justiça, imprensa e a abolição da escravidão. Nascido na Bahia, esse filho de médico mudou-se para Salvador, onde estudou e escreveu suas primeiras poesias ainda na escola. Na adolescência, foi morar em Recife, onde estudou em um Curso Jurídico e participou de movimentos abolicionistas e republicanos.

Publicou poemas como “A Destruição de Jerusalém”, “Cansaço”, “Noite de Amor”, dentre outras obras. Mais tarde, conheceu Machado de Assis e, em 1868, teve seu pé ferido durante uma caçada e ele acabou tendo o membro amputado. Em 1870, lançou o livro “Espumas Flutuantes” e se tornou um dos patronos na Academia Brasileira de Letras. Seus poemas mais conhecidos são “Vozes d'África” e “O Navio Negreiro”, que podem ser encontrados no livro “Os Escravos”. Faleceu em 1871 por causa da tuberculose.

Cora Coralina (1889-1985)

Ana Lins dos Guimarães Peixoto nasceu em Cidade de Goiás e é uma das mais reconhecidas escritora e poetisa brasileira. Doceira e moradora do interior, ela retratou em suas poesias a vida e o cotidiano das ruas de sua cidade. Passou a escrever aos 14 anos, apesar de ter frequentado a escola somente até a 4º série. Era chamada de Cora ou Aninha e ajudou a elaborar o jornal A Rosa.

Em 1910, escreveu o conto “Tragédia na Roça” e passou a usar o nome de Cora Coralina em suas obras. Casou-se naquele mesmo ano e dedicou-se à família; teve seis filhos, morando na cidade de São Paulo com seu marido. Somente retornou para sua cidade natal quando estava com 67 anos de idade.

Suas poesias passaram a ser conhecidas após ela ter sido citada por autores como Osvaldino Marques e Carlos Drummond de Andrade, sendo que este declarou que a poetisa era a pessoa mais importante do estado de Goiás. O primeiro livro foi publicado apenas aos seus 76 anos, pois foi quando ela conseguiu inserir a poesia e a literatura em sua vida. Faleceu em 1985 e foi enterrada em Goiás.

Trecho de "O Navio Negreiro" Meu Destino
Castro Alves Cora Coralina

"(...) Negras mulheres, suspendendo às tetas

Magras crianças, cujas bocas pretas

Rega o sangue das mães:

Outras moças, mas nuas e espantadas,

No turbilhão de espectros arrastadas,

Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais ...

Se o velho arqueja, se no chão resvala,

Ouvem-se gritos... o chicote estala.

E voam mais e mais... (...)"

"Nas palmas de tuas mãos

leio as linhas da minha vida.

Linhas cruzadas, sinuosas,

interferindo no teu destino.

Não te procurei, não me procurastes –

íamos sozinhos por estradas diferentes.

Indiferentes, cruzamos

Passavas com o fardo da vida...

Corri ao teu encontro.

Sorri. Falamos.

Esse dia foi marcado

com a pedra branca

da cabeça de um peixe.

E, desde então, caminhamos

juntos pela vida..."

Gonçalves Dias (1823-1864)

Poeta que nasceu no Maranhão, estudou e trabalhou como caixeiro e com escrituração. Em 1938, foi estudar em Portugal e formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Por viver muito tempo longe do país, escreveu o poema “Canção do Exílio” e retornou ao Brasil em 1845. No Brasil, conheceu Ana Amélia Ferreira Vale, que foi sua inspiração para algumas obras. Também trabalhou como jornalista e professor de História e Latim. Ficou doente em 1862 e foi buscar tratamento na Europa; porém, retornou para o país em 1864, quando o navio em que estava naufragou na costa brasileira e ele foi o único a falecer. Suas principais obras foram os “Cantos”, as “Sextilhas”, a “Meditação” e os “Timbiras”.

Casimiro de Abreu (1839-1860)

Poeta romântico que nasceu na cidade de Barra de São João, no Rio de Janeiro e se tornou um distrito próximo à cidade de Casimiro de Abreu, que recebeu esse nome graças ao poeta. Em 1853, ele foi viver em Portugal, onde escreveu grande parte de seus textos. Retornou ao Brasil em 1857, se tornou amigo de Machado de Assis e foi escolhido como um dos patronos da Academia Brasileira de Letras. Era um poeta popular que conheceu o sucesso somente após a sua morte, por causa da tuberculose, uma das doenças pulmonares. Ele retratava temas como a casa de seus pais e saudade da terra natal e lançou o livro “Primaveras”, que continha uma síntese de suas poesias.

Canção do Exílio Meus Oito Anos
Gonçalves Dias Casimiro de Abreu

"Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores."

"Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais! (...)"

Álvares de Azevedo (1831-1852)

Esse poeta faz parte da segunda geração romântica e suas obras continham muito romance e pessimismo. Os escritores dessa época viviam uma vida boêmia e a maioria foi acometida pela tuberculose. Foi para São Paulo a fim de estudar na Faculdade de Direito, onde escrevia e demonstrou facilidade para aprender novas línguas. Em 1952, contraiu tuberculose, sofreu com um tumor e morreu com apenas 21 anos. Dentre as suas principais obras, estão “Noite na Taverna”, “Poema do Frade”,”Lira dos Vinte Anos” e “Macário”. Também ocupou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Trecho da Lira dos Vinte Anos

Álvares de Azevedo

"(...) Como o desterro de minh’alma errante,

Onde fogo insensato a consumia:

Só levo uma saudade – é desses tempos

Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade – é dessas sombras

Que eu sentia velar nas noites minhas ...

De ti, ó minha mãe, pobre coitada

Que por minha tristeza te definhas!

De meu pai... de meus únicos amigos,

Poucos – bem poucos – e que não zombavam

Quando, em noites de febre endoudecido,

Minhas pálidas crenças duvidavam.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,

Se um suspiro nos seios treme ainda,

É pela virgem que sonhei... que nunca

Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu à mocidade sonhadora

Do pálido poeta deste flores...

Se viveu, foi por ti! e de esperança

De na vida gozar de teus amores. (...)"